Todos os circuitos digitais dependem de uma base de tempo para poderem funcionar. Por exemplo, um relógio digital precisa de um circuito capaz de gerar pulsos digitais a cada centésimo de segundo. Nesse caso, 100 desses pulsos correspondem a 1 segundo, e a partir daí são feitas contagens de minutos, horas, etc. Outros circuitos digitais também necessitam de geradores de base de tempo similares. O cristal é o componente responsável pela geração da base de tempo. Cristais são produzidos para entrar em ressonância em uma determinada freqüência. Eles são muito precisos nesta tarefa. São capazes de gerar freqüências fixas, com precisão da ordem de 0,001%.
Os cristais são muito sensíveis, por isso são protegidos por um encapsulamento metálico. A figura 44 mostra alguns cristais.
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Figura 3.44 Cristais. |
Um cristal não trabalha sozinho na geração
de freqüências que mantém a cadência de funcionamento dos circuitos digitais.
São usados circuitos chamados osciladores, e o cristal serve apenas
como a referência para esses circuitos. Existem chips que são capazes de gerar
diversos valores de freqüência, a partir de um cristal de referência. Um circuito
oscilador gera uma única freqüência. Já um circuito gerador de clock é capaz
de gerar vários valores de freqüências, e cada uma delas pode ser programada,
ou seja, seu valor pode ser escolhido entre várias opções. Por exemplo, certas
placas de CPU podem utilizar processadores com clocks externos de 66, 100
ou 133 MHz. O valor escolhido é determinado através da programação do gerador
de clock.
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Figura 3.45 Um chip gerador de clock. |